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Dê adeus aos rótulos.

 

Já parou para pensar qual é a necessidade de se ter rótulos?

Não, eu não estou falando de produtos. Estou falando a respeito de relacionamentos, principalmente, quando se tratam dos amorosos.

As pessoas sempre querem saber se você tem alguém e se você responde que sim, vem a segunda pergunta:

“Mas vocês são o que?”

Você tem que ser namorado, amante, noivo, casado, enrolado ou qualquer coisa próxima disso. As pessoas não aceitam você dizer que não sabe ou que vocês apenas se gostam. É obrigação definir um status de relacionamento mesmo quando nenhum dos dois querem isso.

E é aí que eu queria chegar, essa obrigação existe desde quando?

Desde quando alguém precisa dar nome a um gostar para que aquilo realmente se torne de verdade? O que importa não é o sentimento que vem do coração? Gostar aquela pessoa e querer estar junto dela o máximo possível?

É muito engraçado perceber que as pessoas precisa do bendito rótulo para se sentirem bem perante a sociedade. Muitos chegam a pensar que o amor está diretamente ligado ao nome de relacionamento que vocês têm, afinal, tudo segue uma linha de raciocínio.

Primeiro você fica, depois você namora, aí você noiva e depois tem que casar.

Essas obrigações, nomenclaturas e tudo mais, acabam dando a falsa impressão de propriedade, como se você fosse um produto, ou melhor, como se o relacionamento de vocês fosse uma coisa a ser manipulada e não sentida. Quantos casais não vemos que se davam muito bem em relacionamentos despretensiosos e quando resolveram oficializar, logo depois se separaram?

O amor acabou? Acredito que não, o que posso dizer, do meu ponto de vista, é que as obrigações impostas vão minando os sentimentos com o passar dos dias.

É tão mais gostoso a pessoa te procurar quando ela realmente está afim e não por obrigação, dizer que pensou em você de livre e espontânea vontade, te surpreender, não porque é uma data especial e sim pelo simples fato dela querer.

Os rótulos acabam com a espontaneidade de qualquer pessoa, tudo que antes era gostoso, acaba virando uma obrigação chata e enfadonha, que muitas vezes as pessoas fazem em piloto automático e não por realmente terem vontade.

E aí chegamos no ponto crucial. Você gosta disso?

Você prefere ter alguém que goste de você livremente ou você quer alguém para tirar foto e postar no Facebook, sair de mão dada mostrando para todo mundo e encher a boca aos quatro cantos para dizer que não vai morrer sozinho?

Se a sua opção for a segunda, sinto lhe dizer colega, tu não sabe de nada.

É muito melhor ter alguém parceiro, que te escuta, que ri com você, que olha para a mesma direção, que te surpreende e que você sente o carinho só pelo tom de voz.

Selfies, declarações em redes sociais, alianças, papéis, filhos, contratos, mãos dadas e exibições exageradas, de nada adiantam se você não tiver o principal: a simples vontade de estar junto porque vocês se gostam verdadeiramente.

Deixe essa bobeira de nomes de lado, vá ser feliz a sua maneira. Pare de querer dar nome ao que não precisa.

O amor já tem um nome forte o suficiente para ganhar apelidos.